Thalles acordou e demorou ainda uns vinte minutos deitado na cama para se situar de onde ele estava. O cenário era o de sempre: algum hotel de luxo rodeado de putas antônimas à qualidade do hotel e que acabavam passando mais tempo com os rodies e com os outros membros da banda do que com o próprio. O vício por drogas e álcool o fazia perder a diversão pelas coisas boas da vida. E assim vivia/todo dia/em agonia,/achando rima/ e fazendo rap pras minas.
Levantou-se da cama e dirigiu para a sala. Só ao ver o resto da banda e o empresário que se lembrou que tinha reunião para a turnê. Não tinha saco para isso/ele queria era comer um chouriço/ mas como esse era seu serviço/teve que se contentar com isso.
- Você tem um show hoje na Rússia, dois na semana que vem na Austrália, e na próxima semana em Formiga. – Disse o manager apontando uma tabelinha no Power Point. – este será o último show da turnê, por isso espero que vocês não se destruam até lá, okay?
- Pode deixá/agora eu só tomo chá/ fumar é pra mané /cheirar só se for rapé - disse Thalles – Pra Formiga eu vou/ mostrar de onde eu sou/ animar a galera/ em clima de paquera/.
O empresário virou para o guitarrista da banda e perguntou:
- Neilwayne, você já compôs o novo riff para o single “Suck my metaforic lollypop”?......
Em outro lugar, bem longe dali, Dr. Demétrio diagnosticava um paciente em coma. Ninguém sabia ao certo o que o levava a tal fatalidade. Era um caso único em toda história da medicina moderna. Ele apenas parecia estar dormindo, pois se movimentava na maca, mexia com os olhos, mãos, mas não acordava nunca. Dr. Demétrio estava louco para resolver o caso e ganhar seus ônus pelo descobrimento. Mas a situação estava difícil e ele já não sabia mais o que fazer. Os aromas de abelha já não funcionavam mais, e o Prefeito Gabriel já estava ameaçando a cortar a verba da sua pesquisa, o que seria uma fatalidade.
Acessou a internet de seu escritório e acabou entrando no “Gossip Boy”. Lá, a ultima sensação era um vídeo de uns muleques da rua jogando peido alemão dentro da bolha do Marcelo e o menino se corroendo lá dentro, intoxicado pela traquinagem. Riu alto. Ele detestava o autor do blog por uma vez ter publicado um vídeo do Demétrio cometendo um ato de necrofilia. Mas também, qualquer um ficaria tentado a tal caso uma mulher muito bonita acabasse de morrer de causas naturais, sem danos no corpo e ainda “morna”. Ele sofreu alguns processos por isso, mas conseguiu se restabelecer. Mesmo com essa sujeirada, ainda riu do “Gossip Boy”. Pimenta no olho dos outros é refresco.
Próxima consulta, Israel.
“Droga, já falei pra ele que a medicina ainda não evoluiu ao ponto de homem poder ter um bebê...” pensou, mas nada convencia seu paciente.
Israel entrou no consultório e já pediu logo um exame de próstata de rotina.
- Sr. Israel, eu sou amigo do seu marido, ele pode ter certos ciúmes.
- Olha aqui, se eu quisesse um psicólogo eu tinha ficado em casa mesmo ta, ou então eu pagava o Dr. Pixote. Fica calado e faz o que eu to mandando.
E empinou a bunda na maca.
Dr. Demétrio deixou escorrer uma lágrima e viu o que o homem não fazia pelo dinheiro...
Enquanto isso, Ana e Anne estavam passeando pelo zoológico quando viram o Verde lá, sozinho. As duas lembraram do vexame dele na festa fazendo escândalo por causa de um inseto, mas depois ficaram sabendo que ele tinha trauma de bichos invertebrados. Enquanto conversavam, o celular de verde toca.
- Verde, aqui é o Arialisson.
- Fala Tchô, quais são as news??
- A new é que o New acabou de morrer!
- Sério? O que que aconteceu?
- Ele e essa sua vida de desafios. Ele foi mexer com gente errada e deu nisso. Meteram bala nele dentro do cassino. Ele desafiou todos no poker com aquelas jogadas roubalhentas dele, uma hora a casa caiu e ele sentiu na pele.
- Que pena, que horas é o velório?
Amanhã às 10 da manhã, na casa dele.
- E o que vai ser do New Jr?
- Ainda não sabemos... é foda... o bebê acabou de nascer e a mãe teve o fim triste de morrer no parto devido a uma barbeiragem do Dr. Demétrio.... vamos ver se levamos ele pra adoção.
- Okay, eu vou avisar o povo e apareço lá amanhã então, até mais!
- Até.
Enquanto isso, Gabriel recebe a notícia da morte de seu amigo pelo Gossip Boy e já começa a bolar um plano maquiavélico para tentar adotar a criança. Mas mal sabia ele, que no lustre do castelo, Ana e Anne também estavam com a mesma intenção. A guerra seria iminente...
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Resenha sobre o final da quinta temporada de LOST
Jack acordando na ilha e sair correndo para ajudar os sobreviventes do vôo 815 ou o mesmo avião pousando lentamente em Los Angeles? Esta foi a principal dúvida que o final da quinta temporada de LOST nos deixou. A resposta para este dilema possivelmente será o tema principal da última temporada do seriado.
O fato paradoxal desta temporada foi que, desde o seu início, fomos induzidos a acreditar que o “Destino” era quem movia tudo, tanto que o próprio Jack, extremamente ligado à ciência, deu margem a sua fé e passou a acreditar que havia uma força maior controlando suas vidas.
Entretanto, o que seria este destino? Jacob? Sim, foi o que o último episódio, o “The Incident”, nos levou a concluir, já que o possível “Deus” da ilha estava interessado nos Oceanic Six. Porém, a verdade é que tudo não passou de uma trama elaborada por um ser possivelmente místico e muito maior do que o Jacob e que será o grande vilão da trama, contradizendo os duelos entre Benjamim Linus X Charles Wildmore.
A fumaça preta, tida como um monstro, vai se mostrar como algo além de um simples Godzilla. Ben certa vez disse que ela era quem “mantinha as coisas na ilha no lugar”. Agora resta saber se essa manipulação feita por ela, (se transformando em Alex e John Locke para que o Ben matasse Jacob, fato que, no início do capítulo nos foi mostrado que o ser era inimigo do Jacob e incapaz de matá-lo), é positiva ou negativa.
A tão famosa estátua deu as caras mais uma vez, agora de perfil. Pelo que tudo indica, ela representa o deus egípcio Tawaret, protetor da fertilidade. (Talvez o fato dela estar quebrada tenha possibilitado que as grávidas não morram na ilha).
Uma dica que eu dou para todos que assistem a serie é não olharem pra barra de tempo. O episódio inteiro eu estava esperando por uma possível morte do Saiyd, seguida de um ato heróico, e de repente a Juliet, quando eu já a tinha por morta, foi a responsável por finalizar a temporada com chave de ouro, deixando todo mundo com a cara de: “Como? Já acabou? Assim? Não!”
Alguns fatos também merecem ser observados como a frase dita pelo Miles, de que, talvez esta tentativa de parar o incidente seja o verdadeiro incidente, prova que eles poderiam estar sendo enganados pelo círculo infinito do destino.
O retorno de Vincent e a aparição de Rose e Bernard também foi significativo para mostrar que eles ainda estão vivos, evitando especulações desnecessárias sobre o paradeiro dos dois. O fato da Sun ter encontrado o anel que o Charlie deu ao Aaron também dá bons indícios de que na próxima temporada teremos o encontro com a Claire.
Enfim, LOST é muito mais do que um simples seriado cheio de mistérios. Muitos reclamam “eles não explicam nada, só complicam”. O próprio autor já disse que quem diz isso com certeza não tem capacidade mental para entender a trama, já que eles tinham revelado tantos mistérios. Os próprios títulos desta temporada deixaram claro alguns fatores como “Dead is Dead” (Morto está morto) e “What Happened, Happened” (O que aconteceu, aconteceu), sendo tomado como dogmas para as regras da ilha, segundo Daniel Faraday. Acredito que os fenômenos da física agora já não terão mais importância, restando apenas o lado místico para ser explorado.Agora o que nos preocupa: faltando apenas 17 capítulos para o fim de tudo, o que nos aguarda nos próximos episódios? Se analisarmos a quantidade de personagens e os novos que ainda estão adentrando como Eloise e Llana, fica difícil de acreditar que todos terão uma grande participação no desfecho da trama. Enfim, ficar perdido numa imensidão de idéias é o lema fundamental de LOST. Agora resta apenas esperar mais um ano...
O fato paradoxal desta temporada foi que, desde o seu início, fomos induzidos a acreditar que o “Destino” era quem movia tudo, tanto que o próprio Jack, extremamente ligado à ciência, deu margem a sua fé e passou a acreditar que havia uma força maior controlando suas vidas.
Entretanto, o que seria este destino? Jacob? Sim, foi o que o último episódio, o “The Incident”, nos levou a concluir, já que o possível “Deus” da ilha estava interessado nos Oceanic Six. Porém, a verdade é que tudo não passou de uma trama elaborada por um ser possivelmente místico e muito maior do que o Jacob e que será o grande vilão da trama, contradizendo os duelos entre Benjamim Linus X Charles Wildmore.
A fumaça preta, tida como um monstro, vai se mostrar como algo além de um simples Godzilla. Ben certa vez disse que ela era quem “mantinha as coisas na ilha no lugar”. Agora resta saber se essa manipulação feita por ela, (se transformando em Alex e John Locke para que o Ben matasse Jacob, fato que, no início do capítulo nos foi mostrado que o ser era inimigo do Jacob e incapaz de matá-lo), é positiva ou negativa.
A tão famosa estátua deu as caras mais uma vez, agora de perfil. Pelo que tudo indica, ela representa o deus egípcio Tawaret, protetor da fertilidade. (Talvez o fato dela estar quebrada tenha possibilitado que as grávidas não morram na ilha).
Uma dica que eu dou para todos que assistem a serie é não olharem pra barra de tempo. O episódio inteiro eu estava esperando por uma possível morte do Saiyd, seguida de um ato heróico, e de repente a Juliet, quando eu já a tinha por morta, foi a responsável por finalizar a temporada com chave de ouro, deixando todo mundo com a cara de: “Como? Já acabou? Assim? Não!”
Alguns fatos também merecem ser observados como a frase dita pelo Miles, de que, talvez esta tentativa de parar o incidente seja o verdadeiro incidente, prova que eles poderiam estar sendo enganados pelo círculo infinito do destino.
O retorno de Vincent e a aparição de Rose e Bernard também foi significativo para mostrar que eles ainda estão vivos, evitando especulações desnecessárias sobre o paradeiro dos dois. O fato da Sun ter encontrado o anel que o Charlie deu ao Aaron também dá bons indícios de que na próxima temporada teremos o encontro com a Claire.
Enfim, LOST é muito mais do que um simples seriado cheio de mistérios. Muitos reclamam “eles não explicam nada, só complicam”. O próprio autor já disse que quem diz isso com certeza não tem capacidade mental para entender a trama, já que eles tinham revelado tantos mistérios. Os próprios títulos desta temporada deixaram claro alguns fatores como “Dead is Dead” (Morto está morto) e “What Happened, Happened” (O que aconteceu, aconteceu), sendo tomado como dogmas para as regras da ilha, segundo Daniel Faraday. Acredito que os fenômenos da física agora já não terão mais importância, restando apenas o lado místico para ser explorado.Agora o que nos preocupa: faltando apenas 17 capítulos para o fim de tudo, o que nos aguarda nos próximos episódios? Se analisarmos a quantidade de personagens e os novos que ainda estão adentrando como Eloise e Llana, fica difícil de acreditar que todos terão uma grande participação no desfecho da trama. Enfim, ficar perdido numa imensidão de idéias é o lema fundamental de LOST. Agora resta apenas esperar mais um ano...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Algo velho, cheio de novidades
Bom, para estrear o blog em grande estilo, vou falar sobre dois grandes animes que voltaram as telinhas japonesas recentemente e estão causando grande emoção aos fãs brasileiros.
O primeiro deles é o Dragon Ball Kai! Antes que alguém pense que se trata de uma versão com o Goku Super Saiyajin 5 lutando em um futuro distânte, vou esclarecer a situação. A nova (??) série é um remake comemorativo dos 20 anos da saga criada pelo Akira Toriyama. A qualidade de imagem e áudio ganhou um tratamento especial e todas as vozes foram redubladas, sendo que, grande parte dos Seiyus da primeira edição permaneceram nesta nova empreitada. O tema de abertura e encerramento foi mudado. A canção 'Dragon Soul' é bem divertida e lembra os bons tokusatsus da década de 80. A intenção de Dragon Ball Kai é reduzir a série, eliminando fillers e partes enrolativas. A proposta é boa, já que o primeiro anime é muito enrolado em comparação ao mangá. Quantas vezes lutas são paradas para mostrar comentários na casa do Kame ou no templo de Kami-sama. Além dos fillers mais que desnecessários, quando por exemplo, gastam dois capítulos na saga de Namek para mostrar a grande aventura da Bulma no oceano para recuperar as esferas que ela deixou cair na água.
Logo no primeiro capítulo, já somos surpreendidos com o prefácio do Bardock, pai de Goku, lutando contra o Freeza e enviando o pequeno Kakaroto para a Terra afim de conquistá-la.
Está ai a dica. Vários fansubs brasileiros já estão traduzindo a série, vale a pena conferir.
Espero que a geração Naruto, aprecie o mangá inbatível da Shonen Jump e notem o que o Kishimoto está tentando copiar (e sem sucesso).
A segunda novidade é o novo animê de Full Metal Alchemist, intitulado Full Metal Alchemist 2: Brotherhood. Não que o primeiro anime seja ruim, mas quando você le o mangá, dificilmente continuará gostando da primeira adaptação. A qualidade da animação está exelente e a musica de abertura "Again" da Mallu Magalhães japonesa Yui, e a "Lie" da banda Sid se encaixaram bem na trajetória dos irmãos Elric. O primeiro capítulo é um filler necessário para introduzir os protagonistas.
Eu achei itneressante a proposta, pois quem não viu o primeiro anime, entenderá perfeitamente o segundo. No segundo episódio já é possível ver mudanças seguindo o mangá, como o exame de admissão, prestado pelo Ed para entrar no exército. Só nos resta saber se o anime terá o mesmo final do mangá. Os quadrinhos já estão na reta final, mas pelo visto ainda há muito terreno pra explorar.... essa pergunta só o tempo nos responderá. Enquanto isso, vamos apenas nos ocupar de assistir essas duas novas séries.
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